Resumo

A história mostra que nada é totalmente novo e que por isso o antigo não deve ser descartado e sim conhecido para que novos conhecimentos sejam construídos. Assim, quando entrevistado por Rudy M. Baum, Henry Taube, Prêmio Nobel de Química de 1983, disse que foi um erro o desaparecimento da análise qualitativa dos currículos das universidades norte-americanas, porque esta constituía um meio de introduzir a química descritiva e de motivar os alunos a estudarem as reações químicas que, em sua opinião, “são o coração da química” [1]. Em vista desta polêmica e das possíveis opções para o emprego da disciplina de Química Analítica Qualitativa como ferramenta para o ensino básico dos equilíbrios químicos em solução aquosa, apresenta-se a seguir uma visão crítica da seqüência histórica do desenvolvimento dos procedimentos de análise qualitativa.

Palavras-chaves
análise clássica, Química Analítica Qualitativa, ensino, histórico, aplicações

Autores
João Carlos de Andrade
Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química
Terezinha Ribeiro Alvim
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Departamento de Química – CEFET-MG

Resumo

O conteúdo programático da Química Analítica Qualitativa Inorgânica geralmente usado pelas Instituições de Ensino Superior (I.E.S.) brasileiras compreende a teoria do equilíbrio químico em solução aquosa e, na parte prática, a separação e identificação de cátions e ânions em solução ou em amostras sólidas, empregando os métodos clássicos. Como ainda se convive com opiniões favoráveis e contrárias à manutenção da Química Analítica Qualitativa clássica nos currículos dos cursos superiores de Química brasileiros, pretende-se fornecer elementos que demonstrem a importância do ensino da pesquisa de cátions e ânions na formação do químico no Brasil, como base fundamental para o ensino da Análise Quantitativa e da Análise Instrumental.

Palavras–chaves
Química Analítica Qualitativa, levantamento de dados, formação do químico, reações de separação de cátions, reações de identificação de cátions, reações de identificação de ânions, marcha analítica, meios reacionais, cuidados operacionais, pedagogia

Autores
João Carlos de Andrade
Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química
Terezinha Ribeiro Alvim
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Departamento de Química – CEFET-MG

Resumo

Obedecendo à lei fundamental da natureza que diz: “um sistema físico ou químico sempre tende a provocar uma mudança irreversível de algum estado de não-equilíbrio inicial, para um estado de equilíbrio final”, as reações químicas podem ser definidas como processos em que diferentes substâncias interagem entre si, ocorrendo um rearranjo de átomos que acaba alterando completamente as características iniciais das substâncias envolvidas, tendendo a uma situação de equilíbrio. Neste artigo mostram-se, concisamente, os aspectos cinéticos e termodinâmicos dos estados de equilíbrio em solução aquosa.

Palavras-chaves
equilíbrios, eletrólitos, atividade, coeficiente de atividade, força iônica, debye-hückel, cinética, termodinâmica.

Autor
João Carlos de Andrade
Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química

Resumo

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downloadDiante do atual processo de globalização, a competitividade de cada nação aparece, cada vez mais, vinculada à criação de um sistema nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) forte e coeso, que permita ações cooperativas e estimule a transferência tecnológica.

No contexto brasileiro, a base governamental vem realizando esforços para o fortalecimento das atividades inovativas no país, incentivando, entre outras coisas, o financiamento de projetos que visam alavancar a interação entre setor público e privado, assim como, o desenvolvimento de mecanismos legais para impulsionar a transferência de tecnologia. Nesse processo, a aprovação da Lei de Inovação em dezembro de 2004 pede que as instituições de ciência e tecnologia (ICT) nacionais – universidades ou institutos de pesquisa – disponham de núcleos de inovação tecnológica (NIT) para gerir suas respectivas políticas de inovação. No entanto, a ausência destas políticas nas ICT se configura no primeiro gargalo que os NIT terão que transpor para cumprir com seus objetivos de maneira adequada – dentre eles, “zelar pela manutenção da política institucional de estímulo à proteção das criações, licenciamento, inovação e outras formas de transferência de tecnologia”. Nesse sentido, se subentende da Lei de Inovação que a ICT deve possuir uma Política de Inovação e uma Política de Propriedade Intelectual.

Contudo, ciente de que o Brasil ainda não possui uma “cultura” de transferência de tecnologia e que as ICT estão lidando com dificuldades diversas para a estruturação de seus núcleos de inovação, seja por falta de uma política mais contundente destinada à sensibilização das instituições quanto ao caráter crucial da atividade inovativa ou por falta de pessoal com conhecimento específico para assumir ao menos suas funções básicas, a auto-avaliação organizacional e a criação de um planejamento estratégico voltado para atingir a excelência nas diferentes dimensões da missão da ICT despontam como um importante ponto de partida para a elaboração de uma política institucionalde inovação, gestão de propriedade intelectual e, conseqüentemente, implementação do NIT.

É neste particular que este livro traz uma contribuição original, apresentando ao leitor um conjunto de artigos que trabalham questões de grande relevância para a estruturação de núcleos de inovação tecnológica no âmbito das ICT, exatamente em um momento de fortes mudanças institucionais, em que a iniciativa privada continua sendo fortemente chamada a incorporar seus investimentos à ciência e tecnologia, tornando ainda mais fundamental uma adequada estruturação dos NIT, para que efetivamente se consolide um ambiente voltado para inovação no país. Os diferentes temas abordados na obra – “Panorama dos NIT no Brasil”, “Institucionalização dos Núcleos de Inovação Tecnológica”, “Gestão da Propriedade Intelectual”, “Transferência e Comercialização de Tecnologia” e “Empreendedorismo e Pré-Incubação” – possibilitam a reflexão sobre os métodos e instrumentos existentes para a gestão institucional da atividade inovativa e para a estruturação dos núcleos de inovação.

Os resultados alcançados neste livro – tanto no que respeita ao relato das boas práticas de gestão tecnológica, quanto no que trata da articulação de assuntos distintos na teoria, mas interdependentes no cotidiano do NIT – colocam para os formadores das políticas de inovação nas ICT e para todos aqueles envolvidos com as temáticas da propriedade intelectual e desenvolvimento de inovações, uma oportunidade para ampliar a percepção sobre o contexto que circunda a implementação de NIT no Brasil, assim como, para desmistificar alguns dos entraves envolvidos nos processos de transferência de tecnologia entre setor público e privado.

Boa leitura!

Publicado com a permissão da INOVA

INOVA – Agência de Inovação da Unicamp